Venham a mim



Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso. Mateus 11.28

Quando uma pessoa nasce de novo ou se arrepende de seus mais terríveis pecados, sua atitude em relação a Jesus sofre uma mudança. Jesus passa a ser o centro e a coisa mais importante da vida dela. Antes do novo nascimento ou do verdadeiro arrependimento, centenas de coisas eram, aparentemente, mais importantes e atraentes: saúde, família, amigos, trabalho, esportes, música, sexo, comida, etc… mas quando Deus concede a mudança radical de mentes e corações através do arrependimento, Jesus passa a ser o nosso maior tesouro.



Portanto, o mandamento de Jesus: “Venham a mim” não é opressor. Significa aproximar-se daquele que passou a ser tudo para nós.
Jesus não veio ao mundo com a finalidade principal de instituir uma nova religião ou uma nova lei. Ele veio ao mundo para sacrificar-se a favor de nossa alegria eterna e fazer tudo que tivesse de ser feito - até mesmo morrer -, a fim de eliminar todos os obstáculos que impedissem essa alegria eterna nele. “Tenho lhes dito estas palavras para que a minha alegria esteja em vocês e a alegria de vocês seja completa” (João 15:11).
Jesus não veio substituir o fardo que recebemos de Deus. Ele veio para carregá-lo e nos convida a descansar nele (Mateus 11:28-30).
Diante das circunstâncias que passamos na vida, percebemos que o fardo não é nada leve, nem suave, nada fácil de suportar ou carregar. Quando nos deparamos com nossas próprias debilidades e fragilidades, quase não conseguimos acreditar que é mesmo possível continuar a caminhar.
Decepções nos levam a desacreditar se o amor realmente vale a pena.
Tristezas e desilusões nos empurram para abismos como: amargura, ressentimentos, falta de fé, medos e depressões.
Quanto mais nos encaramos no espelho, mais temos vergonha de nós mesmos e pensamos: Como pode ser possível Cristo amar pessoas como nós?!
Mas, diante disso, entendemos que o caminho estreito descrito em Mateus 7:14 não é apertado pelo fato de Jesus ser um capataz severo, e sim porque, neste mundo, é difícil demais amar a Jesus acima de todas as coisas. Nossa tendência suicida de amar outras coisas mais que a Jesus precisa ser anulada.
Jesus, porém, não é o fardo. Quando nos aproximamos de sua presença, ele nos alivia o fardo, alegra a alma e dá vida.
Deus concede a dádiva do novo nascimento e do arrependimento aos seus escolhidos - Mateus 6:44,65 - e essa dádiva abre os olhos dos que são espiritualmente cegos para a verdade e a beleza de Jesus. Quando isso acontece, todas as objeções suicidas são destruídas e ficamos finalmente livres do pecado e da escravidão nos aproximando dele.
Quando ouvirmos a voz de Jesus dizendo: “Venham a mim”, precisamos orar para que Deus nos faça ver Jesus como irresistivelmente verdadeiro e belo. Orar para que ouçamos seu mandamento, assim como Lázaro o ouviu quando estava morto. “Jesus bradou em alta voz: 'Lázaro, venha para fora!’. O morto saiu da sepultura…” (Mateus 11.43,44).
A sensação de morte, desesperança e vazio são inevitavelmente presentes.
A dúvida de ser uma pessoa verdadeiramente amada ou estimada é inevitavelmente presente por causa das muitas carências que assediam a alma.
O medo da rejeição, a solidão e a incerteza do amanhã são tormentos que permeiam dia a dia.
Mas diante da Palavra viva de Cristo, entendemos que quando nos aproximamos dele com coração arrependido, o buscando como único meio de nos ensinar a caminhar com nosso fardo, nunca mais deixaremos de louvá-lo e agradecê-lo por sua graça soberana.
Doses de veneno são necessárias no mesmo antídoto que contém a cura para uma doença. Uma lâmina afiada, mesmo que seja um meio de dor e nos faça sangrar, ainda é um meio pelo qual pode nos cortar a fim de tirar de dentro de nós algo que precisa ser expurgado. Precisamos enxergar a graça de Deus em todas as situações que vivemos, afinal, como diz Romanos 8:28 - “Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus”.
Suzana Corrêa

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