Resumo da História do Cristianismo

Por Fernando Corrêa 

“A voz de Deus ressoa através do mundo inteiro; mas ela só penetra o coração dos santos, em favor de quem a salvação está ordenada.”
                                                                  João Calvino


Para se compreender a fé histórica, é necessário fazer uma breve retrospectiva de alguns dos acontecimentos mais importantes do cristianismo.
Esta síntese tem como objetivo apontar as ideias principais acerca dos 100 fatos mais importantes da história do cristianismo.  A. Kenneth Curtis, J. Stephen Lang e Randy Petersen descrevem estes eventos em suas pesquisas nas quais está baseado esta parte do texto.
Iniciarei falando um pouco sobre o incêndio de Roma. A existência do império romano na época do início do cristianismo favoreceu muito sua expansão. As estradas construídas pelos romanos ajudaram na locomoção dos missionários, o idioma grego era falado por todo o império, as tropas romanas mantinham a paz e a pluralidade religiosa era tolerada; com isso o campo ficou aberto para o avanço dos cristãos.
Roma era um lugar atraente, por isso, pessoas de diversos lugares iam até lá, como o próprio apóstolo Paulo, que morou na cidade por algum tempo e Pedro, que, segundo alguns historiadores, passou por lá durante um período. Por um longo tempo os romanos entendiam que o cristianismo era uma religião vinculada ao judaísmo, entretanto, muitos judeus atacavam com veemência aquilo que consideravam uma nova seita. Mais tarde, com o crescimento dos cristãos, Roma passou a enxergar tais diferenças e demonstrou mesma antipatia que os judeus tinham em relação aos seguidores de Jesus.
Em 19 de Julho de 64 d.C aconteceu em Roma um incêndio que consumiu 14 quarteirões dos cortiços da cidade, esse evento matou muitas pessoas e durou 7 dias. A principal suspeita é de que o próprio imperador Nero tenha iniciado o incêndio, pois logo após o acontecimento ele renovou a cidade, utilizando o dinheiro público. Os cortiços deram lugar aos palácios e belas paisagens. Nero logo arrumou um culpado para o incêndio (os cristãos) e de dia inicia uma longa perseguição. A história afirma que os apóstolos Paulo e Pedro foram martirizados durante o governo de Nero. Tertuliano afirma mais tarde, fazendo referência a sangrenta perseguição desta época, que “O sangue dos mártires é a semente da igreja”, sempre que cristãos forem perseguidos a igreja expandirá.
Atualmente, cristão se julgam perseguidos por motivos banais e abandonam a fé muitas vezes por nenhum motivo aparente. Este texto deveria ser conhecido por parte da igreja chamada moderna, para que tomassem conhecimento do que realmente é perseguição.
A destruição de Jerusalém é um fato que precisa ser mencionado e uma figura importante, que foi o estopim para uma revolta dos Judeus, foi o procurador romano Géssio Floro. Ele tratava os Judeus com muita injustiça, cobrando impostos além do que deveria. O resultado foi uma revolta dos Judeus, que acabou resultando em uma retaliação por parte dos romanos. Após a morte de Nero, Vespaseane assume o governo e coloca seu filho Tito para liderar as tropas contra os Judeus. Tito elimina os valentes judeus, destruindo Jerusalém e o templo, assim, eles passam apenas a contar com as sinagogas para o seu exercício religioso e o sistema sacrifical de culto chega ao fim. Nessa época, os cristãos assumem uma posição pacífica, isso pode hoje servir de exemplo para movimentos progressistas que se denominam cristãos, considerando que a revolta pode ser um caminho perigoso e que não era aderido por cristãos primitivos.
É importante também destacar figuras importantes do nascimento do cristianismo, como é o caso de Justino Mártir. Justino, profundo conhecedor de filosofia antes de sua conversão. Após seu contato com o cristianismo, torna-se um apologista muito lido por diversas classes sociais de sua época. Ele é comparado ao apóstolo Paulo por ser um homem que esteve dedicado ao evangelismo e escrita. Em 165, Justino dá fim a sua carreira, sendo decapitado pelos romanos.
Ainda entre os personagens importantes para o nascimento do cristianismo, temos Policarpio, homem que impressiona e motiva a igreja atual por devido a sua fidelidade. Ele era bispos de Esmirna e aos 86 anos é morto na fogueira por não negar Jesus (vale ler com atenção o testemunho de seu martírio). O conhecido Irineu de Lião também foi um destes homens de grande importância para a fé cristã. Ele era presbítero da cidade de Lião e defendeu a fé cristã contra as ameaças gnósticas, escrevendo suas obras apologéticas. Ele estabelece parâmetros para toda a teologia, afirmando que toda a verdade que precisamos saber está na Bíblia.
Nosso próximo escritor importante para o cristianismo é Tertuliano. Ao contrário de muitos, ele utiliza do latim para sua escrita e tem o foco dos seus estudos na moral. Por volta 206 ele se junta aos montañistas, um grupo de puristas da época que considerava a igreja ‘frouxa’ moralmente. Doutrinas importantes como a trindade e a sucessão apostólica foram pensadas por ele. Ele também lutava contra os poderosos de sua época.
Em 205, temos o início do trabalho de Origenas. Nascido em Alexandria e filho de cristãos, foi um escritor muito influente de sua época, principalmente para o povo mais simples. Aos 18 anos se tornou presidente de uma escola e deu início a sua longa carreira como escritor. Sua produção passou de dois mil escritos e ele produziu comentários sobre quase todos os livros da Bíblia. No final de sua carreira ele foi considerado um herege por partilhar ideias de filosofia grega e negar princípios elementares da ortodoxia.
Em 251 Cipriano como bispo de Cartago, homem muito devoto e de grande influência, sabedoria e vida dedicada aos simples dedicou uma obra especial de seus escritos, mencionando a necessidade da igreja em ser unida. Em 270, temos o conhecido Antão, que se tornou um importante fundador das ordens monásticas. Ele defendia a igreja com afinco das heresias arianas e suas ideias foram lembradas na época da reforma.
Em 312, o imperador Constantino se converte. Ele foi um militar que mais tarde afirmou ter uma experiência de conversão e, em seguida, assumiu o império. Um ato de muita importância foi o de dar liberdade de culto a todas as religiões (o Edito de Milão). Mais tarde, ele dá posições privilegiadas para os cristãos dentro do império. Em 325 é convocado o concilio de Nicéia para debater questões teológicas, mas também estabelece uma aliança entre igreja e estado, mas tal aliança não foi muito frutífera nos séculos que se seguiram. O ano de 367 foi muito importante e temos um protagonista de grande relevância para o estabelecimento do Canon do Novo Testamento: Atanásio. Ele estabeleceu os 27 livros que temos hoje como o Canon do Novo Testamento, considerando sua inspiração divina. Outros não entraram, como é o caso da didaquê, mas foram considerados textos que colaboravam muito para a edificação da igreja. Os livros separados por Atanásio foram aceitos pela maioria.
É importante mencionar um fato de grande importância para a história que acontece em Milão no ano de 385: A imperatriz Justina dá ordem ao o bispo Ambrósio para ocupar a catedral de Milão. O império partilhava de ideias arianas, mas Ambrósio seguia os ensinos ortodoxos, o que motivou a invasão, mas apesar de muitos imaginarem que haveria uma grande batalha ali, Ambrósio e os seus fiéis cantavam salmos. Com Ambrósio um novo padrão de relacionamento de igreja e estado começou a existir. Ele também exerce uma grande influência na vida de Agostinho, o qual, ao passar por Milão, conhece as suas ideias e muda sua imagem em relação ao cristianismo. A conversão de Agostinho deu ao cristianismo um grande pensador que combateu as ideias pelagianas, influenciou e até hoje influência filósofos e teólogos no mundo todo.
 Encerrando este século, temos, em 398, João Crisóstomo, pastor de Antioquia e que se tornou nesta data, bispo de Constantinopla. Ele deixou um legado de boa pregação e exposição bíblica, seus exemplos de coragem e obediência a Deus diante do império motivaram muitos cristãos em momentos críticos da história.
Iniciando o próximo século, em 405 temos obra da escrita da Vulgata por Jeronimo. Esta obra compreendia a tradução do Novo Testamento para o Latim. Apesar de o grego ser bastante conhecido, seu interesse era que as Escrituras alcançassem mais pessoas, e com esta tradução este objetivo foi facilitado. Em 432, temos Patrício sendo enviado como missionário para Irlanda. Ele, após ter uma experiência em ver crianças irlandesas clamando por ajuda, dirigiu-se para lá para pregar com muita eficácia para aquele povo.
O Ano de 451 foi marcado pelo concilio de Calcedônia. Esse foi um dos maiores concílios, considerando o número de mais de quatrocentos bispos presentes. O objetivo deste, foi discutir com mais clareza as questões relacionadas às naturezas humanas e divinas de Jesus. Embora as definições não tenham acontecido, o concílio serviu para combater as ideias errôneas presentes na época.
No século seguinte, em 529, surge uma necessidade de se estabelecer limites entre a igreja que estava unida ao estado e os cristãos. Essa relação trazia muita confusão em suas práticas. Neste período, Bento de Núrsia visita Roma buscando encontrar piedade e se decepciona com a imoralidade daquela cidade. Desta forma, Bento parte para a vida monástica, assume voto de pobreza e funda uma ordem que é presente até os dias de hoje.
Próxima a essa data, em 563, temos mais um missionário irlandês que é enviado para evangelizar a Escócia. Seu nome era Columbia. Mas um fato muito importante que precisamos destacar, ocorrido neste século, foi o de Gregório I se tornar Papa em 590. Embora reconheçamos os esforços políticos dos antecessores de Gregório em atingir uma posição de destaque no império, seu caso foi diferente. Ele era homem humilde e não almejava tal posição, contudo, em nome da igreja, realizou muitos feitos, o que fez as gerações seguintes o apelidaram de Gregório o Grande. Outro importante acontecimento é que Gregório envia Agostinho e cerca de trinta monges para o estabelecimento do cristianismo romano na Inglaterra, pois lá possuía uma grande parte de Celtas cristãos de tendência monástica. Nessa época, foi organizado o Sínodo de Whitby, para conciliar as duas tradições. A Inglaterra ainda pode ser lembrada pelo envio missionário do saxão Bonifácio e de Beda, o escritor da história cristã de desse povo.
É preciso lembrar também de Carlos Martelo e da batalha de Taurs que livrou a Europa do poderoso exército Islâmico que varria o norte da África e chegava à Europa. Mais tarde, o filho de Carlos Martelo, Franco Pepino, passa às mãos do Papa terras que seriam conhecidas no futuro como Estados Papais. Carlos Magno, ao assumir o trono, expande muito suas fronteiras e, em seguida, ele passa de rei para imperador. O papado, buscando a junção império-igreja, declara que Deus havia escolhido Carlos como imperador por Sua vontade, entretanto, Carlos Magno só se submetia a Deus. Após sua morte, o império perde formas e o Papado ganha espaço.
No processo de evangelização temos dois irmãos que ganharam com muita criatividade os eslavos. Eles usavam a arte para evangelizar. No futuro, estes dois influenciariam homens como Hus e Zinzendorf e outros que lutaram para reformar a igreja, a qual, nesse ponto, já estava doente.
Em 909 é estabelecido um mosteiro em Cluny, fundado por Guilherme Pio para fugir das disputas da “Igreja” e da libertinagem e imoralidade de seus líderes. Em 988, Vladimir, o príncipe da Rússia opta pelo cristianismo do oriente. Ele viveu uma vida de muita piedade. As igrejas orientais e ocidentais viviam em choques de costumes teológicos e em 1054 elas se dividem pelo fato de o patriarca de Constantinopla não querer se sujeitar às ordens do papa. Estes não chegaram a um acordo e ocidente e oriente seguiram caminhos distintos.
Em 1093, na Inglaterra, temos um fato importante a destacar: o Italiano Anselmo se torna arcebispo de Cantuária. Esse homem foi uma figura importante para o movimento escolástico, grupo que tentava colocar a lógica a serviço da fé. Ele afirmava a todos que o entendimento vinha através da fé.
Já em 1095 o Papa Urbano II dá início às cruzadas. Ele motivou italianos e franceses a recuperarem as terras ocupadas por muçulmanos na Palestina. Essas empreitadas obtiveram alguns resultados e naquelas terras estabeleceram-se governos latinos. Lá existem até hoje castelos construídos por tais governadores. Nos anos seguintes, algumas ordens de cavalheiros e monásticos foram formadas, os mais conhecidos entre eles são os Templários e os cavalheiros Hospitalários.

            A invasão imoral e mundana chegou até os mosteiros e aqueles que tinham um objetivo inicial de serem separados das mazelas do mundo se corromperam. Nesse momento, surge uma figura importante, chamada Bernardo, o qual funda uma ordem em Claraval, resgatando os valores da vida cristã piedosa e simples. Ele se opôs aos escolásticos, pois afirmava que a teologia precisava atingir o coração. Também nega a doutrina da santidade de Maria e influencia a muitos monges com sua devoção.
            O ano de 1150 é marcado pela fundação da universidade de Oxford e Pedro Abelardo foi uma figura importante nesse processo. Antes desse período, o ensino superior era feito dentro dos mosteiros e escolas das catedrais. A participação de professores do meio secular levou ao questionamento dos dogmas e esse processo resultou na fundação de algumas universidades, entre elas a de Oxford.
Em 1173 temos o início de um movimento que daria os primeiros passos no sentido da reforma da igreja. Os valdenses foram um grupo liderado por Pedro Valdo, um mercador francês. Eles não ensinavam “heresias” e eram considerados ortodoxos, contudo, eram vistos como hereges pela igreja estabelecida por não estarem submissos às autoridades católicas. Esse movimento foi uma luz no meio da escuridão medieval. Já em 1206 Francisco de Assis abre mão de toda sua riqueza para se dedicar ao serviço aos pobres.     
            É importante considerar os assuntos discutidos no Concílio de Latrão. O papa Inocêncio IV tentou trazer à igreja ordem e disciplina. e concilio de Latrão trouxe mais de 100 decretos para a organização do cristianismo. Essa instituição governou a igreja europeia até a época da reforma.
            Em 1273 temos Tomás de Aquino completando sua Suma Teológica. Ele foi o maior teólogo da idade média. Aos 14 anos foi para universidade e se impressionou com seu professor que decidiu se tornar monge. Tomás tenta conciliar as correntes teológicas com a filosofia, trazendo força ao escolasticismo, entretanto, ele relata que teve uma visão antes de morrer. A visão mostrava um monte de palha, essas palhas, segundo ele, simbolizavam sua obra teológica. Ele desiste de produzir teologia e sua Suma teológica nunca foi concluída. No mesmo ano de 1273, Dante conclui a conhecida Divina Comédia. Essa obra alegórica menciona uma viagem ao inferno, passando pelo purgatório e indo até o céu.
Em 1378 temos Catarina de Sena indo a Roma para Solucionar o Grande Cisma. Catarina foi uma cristã devota que resolveu apoiar os papas e se tornou celibatária para viver para a igreja. Também viveu entre as pessoas, ajudando a curá-las na época da peste negra na Europa. No período do Grande Cisma, em que havia dois papas, ambos alegando serem o vigário de Cristo, ela foi enviada a Roma para tentar resolver este problema. Apesar do Grande Cisma ter se perpetuado, ela foi uma mulher humilde que fez diferença no seu tempo.
Wycliffe é uma das figuras mais importantes do século XII. Em 1380 ele, juntamente com seus seguidores, os lolardos, traduziu a Bíblia para o idioma inglês. John Wyclliffe era um sacerdote e professor de Oxford muito respeitado, porém, questionou as práticas realizadas pela Igreja católica romana. Ele produziu textos que foram queimados pela igreja e foram considerados heréticos. 31 anos após sua morte, a Igreja resolveu exumá-lo e queimar seus ossos. Ele pode ser considerado por muitos como aquele que deu início à reforma protestante. Mais tarde, em 1415, outro sacerdote e professor chamado John Hus, influenciado pelos ensinamentos de Wycliffe, foi condenado à fogueira, mesmo assim, os ensinamentos dele invadiram a Europa. Em 1456 ocorre um fato importante nesse processo. A Bíblia, após anos de uso sendo copiada, é impressa por João Gutemberg. Esse foi um grande passo para uma enorme revolução.
Em 1478 temos o estabelecimento da inquisição espanhola. O que vem a ser isso? No IV Concilio de Latrão o Papa Inocêncio III estabeleceu a punição para hereges, incluindo o confisco de seus bens. Em 1252, Inocêncio IV permitiu até a tortura física para a confissão de casos de heresia. No final do século XV, o rei Fernando e a rainha Isabel da Espanha foram autorizados pelo papa para estabelecer um tribunal de inquisição liderado por eles. Muitos muçulmanos e Judeus se converteram somente para não sofrerem com a punição. Os inquisidores espanhóis eram tão severos que ideias reformadas não prosperaram naquela terra. Já em Florença, temos entretanto, Girolamo Savonorola, homem que combateu a imoralidade daquela região e o papado. Em 1498 esse monge é queimado na companhia de alguns de seus seguidores.
Cinco anos após Michelangelo terminar a pintura da capela Sistina temos um dos eventos mais importantes da história do cristianismo. Em 1517 Martinho Lutero afixa as 95 teses na porta da igreja de Wintenberg. Lutero era um monge agostiniano que após conhecer a imoralidade e o sistema de venda de indulgências em Roma, dedica-se à reforma na Alemanha. Após o término de seu doutorado, ele se dedica ao ensino do Novo Testamento e busca confrontar as ideias contrárias às Escrituras. Após afixar suas teses, muitos reproduziram suas ideias e espalharam pelo povo. A igreja Romana lida de forma enérgica com ele e o excomunga, obrigando-o a rejeitar o que escreveu. Lutero não aceita e é perseguido por causa disso, mas é protegido por Frederico, o Sábio, e nesse período traduz o Novo Testamento para a língua alemã. Nesse momento a reforma dá início a um processo de aceitação e consolidação.
Da mesma forma acontece na Suíça. Lá a reforma é liderada por Ulrico Zuínglio. Ele compreendia que a igreja católica estava totalmente distante do ensinamento bíblico. Ele pregava aquilo que ia de encontro com a bíblia e muitas vezes o que ensinava se opunha à igreja. Em 1529, o conselho de Zurique decidiu que Zuwinglio deveria continuar pregando da forma como fazia. Daí em diante a reforma foi se seguindo, freiras se casando, imagens sendo removidas e a missa foi substituída por um culto simples onde a palavra era priorizada. A reforma de Zuinglio se iniciou na Suíça, mas também chegou a Genebra onde preparou o caminho para Calvino. Entre os seus opositores principais havia os Católicos, bem como os Anabatistas.
O início do movimento Anabatista deu-se devido a um grupo de reformadores não aceitar o batismo infantil e compreenderem que a igreja precisava regressar de forma mais radical aos princípios bíblicos. Buscavam não uma igreja vinculada ao governo, mas sim um grupo de cristãos que vivessem como uma comunidade de fé que mudasse o coração das pessoas. Eles deram ao mundo uma ideia de separação entre igreja e estado.
A reforma na Inglaterra já teve um processo bem diferente. O rei Henrique VIII, que era casado com Catarina de Aragão, buscava um novo casamento com Ana Bolanha pelo fato de sua esposa não lhe dar filho homem. O Rei, em um ato pensado, nomeia Tomás Crenmer como arcebispo de Catuária. Crenmer por sua vez concede ao Rei o seu divórcio. Em 1534, o parlamento Inglês promulgou o Ato de Supremacia declarando o rei como chefe supremo da Igreja. Daí em diante muitas mudanças ocorreriam neste processo.
Em 1536 Calvino já havia escrito as institutas e exercia grande influência em Genebra, sua teologia influenciou muito a forma teológica de pensar da Inglaterra. Inácio de Loyola, em 1540, recebe apoio do papa, dando força ao movimento dos Jesuítas. Nesse ponto a igreja Católica tenta realizar algum ato para que suas fileiras não se esvaziassem. Esse movimento ficou conhecido como Contra Reforma. Outra tentativa para mudanças na igreja foi o concilio de Trento, que buscava mudanças por parte daqueles que permaneceram no catolicismo. Vemos aí um grande embate entre o protestantismo e a resistência Católica Romana. Em um momento igreja da Inglaterra se organizava com Crenmer, criando o livro de oração comum que organizava a liturgia da Igreja da Inglaterra.
Em 1559, John Knox, também influenciado pela teologia de Calvino, dirige-se à Escócia para liderar a reforma naquele lugar. Os Calvinistas Franceses eram conhecidos como Huguenotes, e se expandiram de grande forma na França, até serem massacrados pela rainha Catarina, motivada por questões políticas e pessoais. Esse massacre fica conhecido como o massacre do dia de São Bartolomeu.
De 1608 a 1609 temos o início do movimento Batista. Nesse século, alguns protestantes fogem para a Holanda procurando escapar da perseguição Anglicana. A Rainha Elisabete buscava manter a Igreja da Inglaterra de uma forma moderada com o catolicismo, entretanto, havia um grupo que permanecia na igreja e que buscou purificá-la dos costumes Católicos. Esses foram chamados de puritanos e aqueles que não aceitaram viver debaixo da Igreja Anglicana e decidiram se separar foram conhecidos como os separatistas. Entre esses separatistas temos John Smyth, que após servir durante um tempo a Igreja Anglicana, buscou se separar. Em 1606 ele inicia a igreja separatista, inspirando muitos outros grupos separatistas que surgiram. Ele questionava o batismo infantil e logo convenceu a sua congregação a se rebatizar. Esse pode ser considerado o início da Igreja Batista.
De 1611 a 1678 muitas mudanças e fatos importantes acontecem na Europa e que marcam profundamente os rumos do cristianismo. Fatos como a publicação da Bíblia do Rei Tiago, a assinatura do pacto de Meyflower, a expulsão de Comênio de sua terra natal, a elaboração da confissão de fé de Westminster, a fundação da Sociedade dos amogos por John Fox, a pintura do filho pródigo por Rembrant e a reforma pietista de Spener. No ano de 1678 temos ainda três fatos importantes: O nascimento dos músicos Bach e Handel e, o que considero o maior deles, o nascimento da obra ‘O Peregrino’, escrito pelo puritano John Bunyan. Entretanto, todos estes fatos merecem atenção especial e pesquisa aprofundada.
No século seguinte, temos fatos importantes nas áreas da música e despertamento espiritual, escola dominical e missões. Apesar da música ter feito parte do discurso de Lutero, os protestantes não tiveram tanta ênfase nesse assunto. Isaac Watts, um pastor batista independente compreendeu que seu povo precisava de novos cânticos, e em 1609 Wstts publicou uma obra chamada Hinos e Cânticos Espirituais. Esse homem ficou conhecido por compor mais de seiscentos hinos e alguns deles são cantados até hoje.
 Em se tratando de despertamento espiritual, temos inicialmente o movimento dos irmãos Moravios. Eles buscaram intensamente a Deus a ponto de passarem tempos em vigílias, em oração e adoração a Deus. Dessa forma, experimentaram um forte derramamento do Espírito Santo.  Em 1630 um grupo de Puritanos migra para Massachusets com o objetivo de fazer daquele lugar um espaço de vivência bíblica, contudo, as gerações que se seguiram se desviaram desse propósito. Uma figura de extrema importância para esse tempo foi Jonathan Edwards, que pastoreou e pregou durante muito tempo naquele lugar e o Espírito Santo trouxe muitas pessoas à conversão. Edwards foi um escritor muito profundo e um avalista. Sua obra transformou aquela terra e influenciou gerações seguintes, inclusive o ministro anglicano George Witefield. Outro que podemos destacar foi John Wesley, que pregou incansavelmente pela Inglaterra e levou o povo a experimentar um despertamento espiritual poderoso. 
Ainda nesse século temos o surgimento da Escola Dominical. Esse trabalho surgiu inicialmente do esforço de Robert Raikes. Ele juntava crianças aos domingos para estudar a bíblia, aprender a ler e para ter lições de aritmética. Essas crianças nunca teriam chances de trabalho se não fosse o esforço desse homem e sua equipe. Mais tarde, a Escola Dominical se tornou mais popular e recebeu o apoio até mesmo do governo. Milhares de crianças carentes que foram transformadas intelectualmente e espiritualmente.
Finalizando o século XVIII e entrando no século XIX, destacamos a história de Willian Carey. Esse homem tinha um anseio de que os povos mais longínquos conhecessem a Deus. Antes de partir de sua terra natal para sua missão na Índia, ele havia sofrido com a perda de um bebê e com a falta de saúde mental de sua esposa. Ela não desejava acompanha-lo para o desafio missionário em outras terras, entretanto, acabou indo com ele. Chegando a Calcutá os seus problemas financeiros foram se agravando e a saúde de sua esposa piorando. Seu filho mais novo morre e nenhuma conversão acontece. Em 1800 ele precisa mudar para Serampore, lá se junta a um grupo de missionários dinamarqueses. Nesse lugar ele presenciou a primeira conversão e traduziu a Bíblia para o idioma Bengali. Carey morre em 1834, deixando uma herança de 44 traduções bíblicas para os diversos idiomas da localidade, além de outros escritos. Ele é considerado o pai das missões modernas e inspira cristãos de todo o mundo até hoje.
Willian Wilberforce é o nome do início do século XIX. Ele era um homem que atuava na política e após sua conversão questionava se realmente deveria continuar na posição em que estava. Ele era dedicado ao serviço aos pobres e sofria com a prática do tráfico de escravos em seu país. Após Wilberforce se encontrar com John Newton, um antigo traficante de escravos que havia se tornado pastor e compositor, ele é incentivado a continuar na política e trabalhar para abolir o tráfico. Sua luta foi grande e por muitas vezes seus projetos foram rejeitados, todavia, em 1833, um mês após sua morte, a câmara dos comuns vota aprovando a libertação dos escravos.
Este século também é marcado por fatos de grande importância para o entendimento dos anos que se seguiram. Temos Campbells iniciando o movimento dos Discípulos de Cristo. Ele fazia reuniões que atraíam muitas pessoas, diferentemente dos avivalistas anteriores, que eram eruditos. Esse movimento é de grande simplicidade, apesar de fundamentalmente bíblico.
Em 1812, temos o casal Adoniram e Ann Judson, que viajam como missionários para Índia e logo após, para a Birmânia. Esse casal foi exemplo para muitos missionários que passaram lutas no campo missionário. Eles foram importantíssimos para a evangelização do sudeste da Ásia.
Quatro anos mais tarde, temos a fundação da Igreja Episcopal Metodista Africana, por Richard Alien. Essa igreja foi importante para que negros pudessem servir a Deus sem o abuso dos brancos. Mais tarde, em 1817, temos Elizabeth Fry dando início a um movimento conhecido como ‘As Mulheres Encarceradas’. Ela dava apoio a mulheres e crianças que superlotavam as cadeias e que, por muitas vezes, não haviam cometido crime algum, mas eram presas por serem pobres.
Em 1830 temos dois acontecimentos importantes, o primeiro ficou conhecido como ‘O Avivamento Urbano’, liderado por Chales Finney. Ele era um pregador e pastor de promoção de avivamento. Mais tarde, ele se tornou presidente do Oberlin College, onde estudou por 16 anos. O segundo acontecimento foi promovido por John Nelson. Ele deu início à comunidade dos irmãos Plymouth e ficou conhecido também por sua escatologia dispensacionalista.
Em 1833 é pregado o sermão de apostasia nacional, por John Klebe. Esse sermão, pregado pelo clérigo Anglicano, critica o governo secular sobre a igreja de Jesus. Ele e outros homens também dão início ao movimento de Oxford, o qual buscava o retorno da igreja Anglicana às práticas da igreja primitiva. Esse grupo também ficou conhecido como Tratadismo.
No ano de 1854, temos três acontecimentos que marcaram a igreja. O Primeiro que destacamos foi a chegada de Hudson Taylor à China. Esse missionário, vindo sozinho da Inglaterra, mudou a forma de pensar de grande parte dos missionários. Taylor era um estudante de medicina e dedicava sua vida para a evangelização da China de uma forma que inspirou muitos missionários. Ele se vestia como os Chineses e convivia com seus costumes, devido a isso, foi muito discriminado por sua missão, porém, mais tarde, outros missionários se fizeram como Taylor e frutificaram na China.
O segundo fato desse ano, foi a publicação de Sorem Kierkegaarde com ataques à cristandade. Ele foi um teólogo e filósofo muito importante em sua época. Kierkegaarde entendia que Deus não poderia ser dissecado como um objeto e atacava a igreja da época, referindo-se a ela como uma instituição problemática, afirmava que precisávamos de uma intervenção sobrenatural para mudar o homem. Seus escritos influenciaram os teólogos e filósofos dos anos seguintes. Muitos seguiram um caminho que provávelmente não agradaria Kierkegaarde, caso estivesse vivo.
O terceiro acontecimento é a nomeação de Charles Hadon Spurgeon para a Igreja em Londres. O jovem pregador assume a igreja com pouco menos de 100 pessoas, contudo, em pouco tempo ela já passava de 5 mil ouvintes, até chegar ao número de 10 mil. Muitos diziam que ele era irreverente em suas pregações, por não se preocupar com a erudição. Spurgeon foi considerado mais tarde um dos pregadores mais influentes e frutíferos de sua época.
Em 1855 temos a conversão de Dwigth L Moody. Esse simples homem se converte e em pouco tempo sente o desejo de ensinar a Bíblia, porém, só era permitido que ele ensinasse a crianças. Com pouco tempo de trabalho, sua classe já estava lotada. Em 1861, ele já trabalhava integralmente no ministério e mais tarde exerceu um ministério pastoral muito próspero, além de visitar outras nações pregando o evangelho. Depois disso, se dedicou à educação bíblica de moças e rapazes, bem como na preparação de pastores e missionários. Moody foi uma grande influência para muitos evangelistas e pastores.
Em 1857, David Livingstone publica ‘Viagens Missionárias’. Este missionário e estudioso de ciência foi responsável por explorar territórios ainda não alcançados do continente Africano. Livingstone desenvolveu um ministério muito perigoso, chegando até a ser atacado por um leão que quase o levou a morte. Quando retornou à Inglaterra, foi aclamado como um herói que havia mapeado territórios ainda não conhecidos, contudo, a intenção desse homem era a de fazer Jesus conhecido nestas terras.
Esse século foi repleto de acontecimentos e mudanças para o cristianismo. Podemos destacar ainda a fundação do Exército da Salvação, por Willian Booth em 1865, a proclamação da ideia de infalibilidade papal, pelo papa Pio IX; e ainda o início do movimento estudantil missionário influenciado pela pregação de Moody.
No período que compreende 1910 a 1915 temos a obra Os Fundamentos desenvolvida e Publicada. Essa série de livretos, que futuramente se tornou um livro maior, pretendia defender a fé conservadora dos ataques de pensadores liberais. Esse material foi distribuído por todo os EUA e Europa. Ela traria para o lugar as bases da fé cristã que já estavam sendo refutadas pelos liberais e aceitadas em alguns seminários e no meio do povo. Questões como a inerrância das Escrituras, nascimento virginal de Cristo e Sua deidade, Sua morte vicária, Sua ressurreição física e seu retorno eram alguns dos pontos colocados em questão. Também a aceitação das ciências em lugar da Bíblia estava tomando lugar nesse meio. Eles ficaram conhecidos como fanáticos, matutos e ignorantes. O movimento se recuou em 1925, aguardando a volta de Cristo e estudando a Bíblia. O movimento liberal foi enfraquecido por conta das guerras mundiais. Nesse momento, os fundamentalistas aproveitam para lembrar que o berço do liberalismo se encontrava na Alemanha e dessa forma o que poderiam esperar era violência. Por volta de 1980 o neofundamentalismo retorna.
O liberalismo enfatizava o progresso do homem e a mudança do mundo. A questão que surgiria com Karl Barth era: Se esse homem é tão bom, por que guerras? Se a ciência era tão boa, para que fabricar armas e apontá-las para nosso semelhante?
Dawin questionava a veracidade dos milagres da Bíblia e se realmente o homem era um ser tão importante assim. Barth, que era liberal, após o choque da guerra, volta-se para a carta do apóstolo Paulo aos Romanos e traz de volta os conceitos da teologia de Agostinho, Lutero e Wesley. O seu comentário aos Romanos foi concluído em 1919, o qual ficou conhecido como uma granada jogada no campo do liberalismo. O apelo positivo de Barth era que o homem parasse de olhar para o mundo e olhasse para Cristo.
Enquanto todo esse fervilhar teológico acontecia em 1921, o primeiro culto evangélico era transmitido pelo rádio em 1934 e O Instituto de Verão Linguístico que foi pioneiro no ensino e tradução da Bíblia para os latino americanos foi fundado.
Em 1945 Dietrich Bonhoefer, pastor luterano que lutou contra o Nazismo em sua pátria, foi executado pelo mesmo. Ele era aluno de Barth e recebeu o título de Doutor pela universidade de Berlin. Apesar dos cristãos não concordarem com parte de sua teologia, ele é um exemplo na luta contra o violento Nazismo de Hitler. Em certo momento, tenta assassinar o ditador, entendendo que ele era o anticristo, mas não o fez. Bonhoefer foi preso e pouco tempo após a derrota alemã, foi executado. 
Em 1948 o Conselho Mundial de Igrejas foi formado visando a unidade entre as igrejas, e em 1949 o Evangelista Billy Graham iniciou sua cruzada evangelística em Los Angeles, de lá partiu com suas cruzadas para o mundo todo e ainda prepara outros para o serviço de evangelizar. Em 1974 ajudou a patrocinar o controverso congresso em Lousanne. Graham produziu dezenas de filmes, revistas e programas de TV.
Em 1962 a Igreja Católica reuniu-se no conhecido concílio Vaticano II, objetivando discutir mudanças para conter a invasão do pensamento liberal na igreja. Esse concílio procurou combater a crise espiritual da modernidade e buscou formas atuais de expandir seu campo de atuação. Este foi o maior da história da Igreja Católica, considerando o número de participantes.
No ano seguinte Martin Luther King Jr. liderou a Marcha até Washington. Ele tinha um sonho: que as pessoas não fossem julgadas pela cor de sua pele, mas sim pelo seu caráter. Nessa marcha ele fez seu discurso expondo seus sonhos. Mais tarde recebeu o prêmio Nobel da paz e leis mais justas foram aprovadas para conter a segregação.
Nosso passeio pela história da Igreja termina lembrando o crescimento da igreja chinesa, mesmo diante da perseguição. Em 1966 a revolução cultural na China foi responsável pelo fechamento de diversas igrejas. Tudo que era internacional era banido, inclusive o cristianismo que foi trazido por movimentos de missionários estrangeiros. Mesmo perseguida, a igreja começou a se reunir secretamente, e após dez anos se tornou ainda mais forte. A perseguição estimulou a fé mais simples dos cristãos e a comunhão por conta das reuniões nos lares. A multiplicação dos cristãos na perseguição do governo comunista foi surpreendente.[1]
Pensando sobre o momento atual em que vive o cristianismo e olhando para trás, podemos aprender muito e nos preocupar com alguns eventos que cercam o presente momento.
Em primeiro lugar, o que gostaria de destacar é a atuação da simplicidade da fé para uma igreja saudável.
Em muitos momentos da história, tanto no princípio, na época dos Pais da Igreja, passando por Moody, como na Igreja chinesa, vemos que a maturidade espiritual do cristão está ligada com uma fé simples e fundamentalmente bíblica. Fé que depende primeiramente de Deus e busca em Sua Palavra respostas para todo o tempo.
Em segundo lugar, gostaria de enfatizar que existe um grande perigo em juntar o cristianismo com qualquer tipo de filosofia. A base para a fé cristã é a Palavra de Deus e ela não pode ser misturada. Pensando em Tomás de Aquino até passar pelos liberais que pesavam a Bíblia pela ciência, vemos que o cristianismo é mais sadio quando nos relacionamos com a Palavra de Deus e com escritos que estejam fundamentados nela.
Em terceiro lugar, existem experiências de governos “cristãos” que não parecem dar bons frutos. Pensando em Constantino, passando pela instituição do papado e suas influências políticas até chegar a igreja da Inglaterra percebo que é importante haver uma separação entre estas duas instituições. O reino de Deus é Dele e não pode, de forma alguma, ser confundido com o governo humano.
Por fim, considero aquilo que pode ser um grande mal dos “cristãos atuais”: o desejo por fama e riqueza. Além de ser uma prática condenada seriamente pelas Escrituras, a história nos mostra que o desejo de poder e dinheiro levaram seus líderes à ruína. Podemos destacar momentos vividos pelo papado e a crise que viveu a igreja na idade média, e compará-la com os movimentos que buscam focar a prosperidade financeira como sendo o centro da saúde espiritual.
Por tudo isso, considero esse texto de relativa importância, e apesar de muitos destes fatos não refletirem uma doutrina pura, considero que seu conhecimento é fundamental para nossa fé. Posso dizer que a igreja moderna necessita, em primeiro lugar, voltar-se para as Escrituras, as quais são suficientes para nos munir do que precisamos, todavia, é preciso conhecer os erros e acertos do passado, e assim, teremos menos chances de repeti-los. 




[1] CURTIS. A. Kenneth, LANG J. Stephen, PETERSEN, Randy. Os 100 acontecimentos mais importantes da história do cristianismo. Do incêndio de Roma ao crescimento da igreja na China, p. 197.

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